Colaboradores do Nacional-Socialismo: O Grande Mufti de Jerusalém (Documentário)

A história de como o Grande Mufti Amin al-Husayni de Jerusalém (1895 – 1972) ajudou Hitler e os nacionais-socialistas em seu objetivo de erradicar os judeus durante a 2 ª Guerra Mundial e do Holocausto.

Dos indivíduos que foram acusados ​​de colaboração com Hitler e os nacionais-socialistas durante a Segunda Guerra Mundial, talvez seja Mohammed Amin al-Husseini o mais polêmico de todos. Debates ainda se travam até hoje para saber se seu pacto aparente com os nacionais-socialistas foi um ato puramente individual ou se al-Husseini era um porta-voz do fanatismo anti-judaico do mundo árabe mais amplo. Que ele era simpático à causa nacional-socialista não se tem dúvidas. Mas quais eram os seus motivos? E o quanto ele realmente apoiou as intenções nacionais-socialistas para os judeus?

Este filme tem um olhar detalhado sobre a vida de al-Husseini e explora a verdadeira natureza da sua colaboração com os nacionais-socialistas. Ele examina o legado de suas ações durante a Segunda Guerra Mundial e explora o impacto de sua influência sobre o Oriente Médio no século XXI.

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Antony C. Sutton, Wall Street, Nazismo & Comunismo

Antony C. Sutton é entrevistado e fala sobre Adolf Hitler, o movimento bolchevique, quem financiou o comunismo, transferência de fundos, transferência de tecnologias, Henry Ford, David Rockfeller, IG Farben, Standard Oil, a Comissão Trilateral, quem controla a mídia nos EUA, corporações, banqueiros internacionais, quem é o governo invisível e muito mais.

Deus Não Existe

Benito Mussolini

(Publicado em 1904; Lausana, Suíça)

Prefácio

Instado por certos camaradas, publico hoje o desenvolvimento da minha tese, “Deus Não Existe”, e refuto os principais argumentos do evangelizador Tagliatela.

A luta contra o absurdo religioso é mais do que uma necessidade hoje em dia. A religião tem revelado a sua alma na incessante fornalha do sol. Manter a ilusão seria covardia. Não importa quais sejam as adaptações da Igreja para as novas e inexoráveis necessidades dos tempos – ai ai ai, são pura lamentação! — são tentativas, geralmente vãs, para ressuscitar os papéis do “banco divino”, o qual já trilha o caminho do fracasso.

Confrontado com a disseminação do livre pensamento, o Papa Sarto (Pio X), temeroso dos destinos da sua dominação, proclamou:

“Fiéis, o Anticristo ganha vida!
O Anticristo é a razão humana que se rebela contra o dogma e um deus abatido”.

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Quando afirmamos que “Deus não existe”, pretendemos negar, com esta declaração, o Deus pessoal da teologia, o Deus cultuado de diversas maneiras e modos diversos pelos crentes em todo o mundo, aquele Deus que do nada criou o universo, do caos a matéria, aquele Deus dos atributos absurdos que é uma afronta a razão humana.

Com cada nova descoberta da química, da física, da biologia, das ciências antropológicas, da aplicação prática de princípios sólidos, o dogma colapsa. É uma parte daquele velho edifício da religião que desmorona e cai em ruínas. O progresso contínuo das ciências naturais que agora se estende da cidade para o campo, dispersa a escuridão da Idade Média, e multidões desertam das igrejas onde de geração em geração valeram-se da oração a Deus — aquele monstruoso produto da ignorância humana.

Examinemos a natureza de Deus. Forçamo-nos, assim, a raciocinar em um vácuo, o Deus das religiões sendo a sua própria imagem do seu vácuo mental, a prova da completa ausência de qualquer atividade no raciocínio.

Como é possível que a ideia de um criador seja reconciliada com a existência de órgãos atrofiados e raquíticos, com anomalias e monstruosidades, com a existência de dor, perpétua e universal, com os conflitos e as desigualdades entre seres humanos?

Epicuro, o filósofo que viveu em Roma no tempo da decadência da República, levantou os seguintes questionamentos:

“Ou Deus quer acabar com o mal neste mundo e não consegue ter sucesso; ou consegue acabar com ele mas não quer fazê-lo; ou não consegue e sequer quer fazê-lo; ou, finalmente, quer e é capaz de fazê-lo. Se quer mas não tem o poder, não é o todo-poderoso. Se tem o poder para acabar com o mal e não quer fazê-lo, não é infinitamente bom. Se, como afirmam os teístas, pode e quer, diga-me, então, por que o mal existe na terra, e por que Deus não o torna impossível?”

Aquilo que mais afronta a razão humana é o fato inconcebível do poder criador de um Deus que do nada criou o tudo, do caos o universo…

Uma pessoa teria de ser completamente desprovida de conhecimentos em fisiologia, botânica e psicologia para afirmar hoje a existência de uma “alma” independente do corpo; do contrário, um não forma um dos dois aspectos distintos que constituem a singular natureza humana.

O dogma é absurdo porque pressupõe o imobilismo e o absoluto. Nada no mundo é absoluto, tudo é relativo. Nada é completamente imutável, mas há uma contínua transformação, um perpétuo movimento de forças.

O dogma apresenta à razão humana um obstáculo ao progresso porque impõe limitações aos dolorosos mas salutares impulsos que guiam a busca pela verdade, porque restringe a livre expansão de toda energia intelectual.

A ciência está agora em vias de destruir o dogma religioso. O dogma da criação divina é reconhecido como absurdo.

“A religião é o ópio do povo”. — Karl Marx.

Estando demonstrado que o dogma religioso apresenta-se ao espírito humano e à racionalidade crítica como “a consagração absoluta do absurdo”, vejamos porque a religião moral é “imoral”.

Os evangelizadores são ridículos quando, em vez de estudarem a Bíblia como um documento de certo interesse histórico, tentam creditá-la a vida real e trazer para as massas os princípios de Cristo (que talvez jamais tenha existido) como os princípios éticos de uma moralidade eternamente jovem, permanente, moderna, em completo acordo os tempos atuais. A Bíblia e a chamada moral cristã são dois cadáveres que os evangelizadores usam na tentativa de impregnar a vida com, há de se concordar, um sucesso pequeno o suficiente.

Fica claro, assim, que a moralidade religiosa envolve algo de resignação e sacrifício, uma moralidade que talvez seja cara aos fracos, aos degenerados, aos escravos, mas que resulta na diminuição da razão e da personalidade humana. Ela guia o homem pela terra, fazendo-o dele um escravo da divindade; favorece a conservação daqueles sentimentos primitivos que pertencem àquele período da vida animal há muito deixado para trás, e transforma o “ser pensante” numa “ovelha passiva” que vive no medo do julgamento final.

A moralidade religiosa exibe nas suas origens os estigmas do autoritarismo precisamente porque pretende ser a revelação da autoridade divina. A fim de traduzir esse autoritarismo em ação e impô-lo sobre a humanidade, o clero dos reveladores tem florescido e com ele a mais atroz intolerância.

O certo é que a religião é uma doença psicológica do cérebro, uma contração, um esmagamento do indivíduo que, se for profundamente religioso, parece a nós anormal.

A história de muitos santos, beatificados pela igreja, é repugnante. Mostra nada mais do que uma profunda aberração do espírito humano em busca de quimeras extraterrestres; é um delírio que pode culminar no estado de espasmos de paixão e que termina em loucura.

Portanto, muitos dos que hoje pairam sobre os altares da Igreja Católica são casos patológicos, histeria, déomanes e demonomania.

Mesmo ainda hoje nas partes mais remotas da Itália e da Espanha podemos testemunhar fenômenos semelhantes: São Januário para a população de Nápoles e Madona de Lurdes para os fanáticos da França. Não são aberrações análogas?

Quando lemos sobre a história das religiões descobrimos que a religião se vale do lado patológico do cérebro humano. Se nos dias de hoje a Idade Média está confinada nas sombras densas dos conventos, deve-se ao triunfo do ceticismo; e se a doença epidêmica da religião não mais se manifesta com a terrível intensidade de outrora, deve-se a diminuição do poder político da Igreja que antigamente colocava nas cabeças das pessoas o seu capuz de liderança.

A religião se apresenta aos nossos olhos numa outra característica: a atrofia da razão. A faculdade que torna o homem diferente dos animais inferiores é o poder da sua racionalidade. Mas os crentes devotos renunciam a razão, se recusam a compreender as coisas que os rodeiam, os inúmeros fenômenos naturais, porque a fé religiosa que têm já é o bastante. O cérebro perde o hábito de pensar; e ébrio de religião lança a humanidade de volta ao animalismo.

Para concluir, dizemos que o “homem religioso” é uma anormalidade e que a “religião” é a causa determinante das doenças epidêmicas da mente as quais exigem os cuidados de psiquiatras.

A religião tem se mostrado, onde lhe abrem espaço, como a instituição cujo objetivo é o poder político com o qual  materializa a exploração e a ignorância das pessoas.


Tradução do original italiano para o inglês (base da nossa tradução) disponível no endereço:
https://ia600807.us.archive.org/34/items/GodDoesNotExist/GDNE.pdf


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Esquerdistas ruborizam-se enfurecidos quando lembrados das raízes socialistas do Nazismo

Daniel Hannan

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Você não pode acusar o NSDAP de ter diminuído o “socialista” que aparecia em seu nome, dizer que era um mero detalhezinho

Em 16 de junho de 1941, enquanto Hitler preparava suas forças para a Operação Barbarossa, Joseph Goebbels aguardava com expectativa a nova ordem que os nazistas imporiam a uma Rússia conquistada. Não haveria volta, ele escreveu, para capitalistas nem para padres nem para Tsares. Longe disso, no lugar do vil bolchevismo judeu, a Wehrmacht1 entregaria “der echte Sozialismus”: o socialismo real.

Goebbels nunca duvidou que fosse um socialista. Ele entendia o Nazismo como uma forma melhor e mais plausível de socialismo do que o difundido por Lênin. Ao invés de espalhar-se por entre diferentes nações, ele deveria operar dentro da unidade do Volk2.

A vitória cultural da Esquerda contemporânea é tal que recontar esse fato, tão somente, rende uma boa gritaria. Mas, na época, poucos o achariam controverso. Como George Watson o coloca em The Lost Literature of Socialism3:

É claro agora, para além de qualquer dúvida razoável, que Hitler e seus companheiros se julgavam socialistas, e que outros, incluindo socialistas democráticos, assim também pensavam.

O indicativo está no nome. Gerações consecutivas de esquerdistas têm tentado explicar a para lá de embaraçosa nomenclatura do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães como uma cínica jogada de marketing político ou mesmo como uma coincidência embaraçante. Na verdade, o nome significa exatamente o que diz.

Hitler disse, segundo Hermann Rauschning, um prussiano que atuou brevemente para os nazistas antes de rejeitá-los e fugir do país, que admirara muito do pensamento dos revolucionários que conhecera na juventude; mas sentia que eram apenas homens de discurso, não homens de ação: “Eu tenho colocado em prática o que esses mascates e burocratas timidamente começaram”, vangloriou-se, acrescentando que “todo o Nacional-Socialismo” era “baseado em Marx”.

O erro de Marx, acreditava Hitler, seria a promoção da luta de classes em vez da unidade nacional — jogar operários contra industriais em vez de uni-los numa ordem corporativista. Seu objetivo, como contado a seu conselheiro econômico, Otto Wagener, era “converter o Volk alemão ao socialismo sem exterminar os antigos individualistas” — pois considerava que os banqueiros e proprietários de indústrias podiam, conforme acreditava, serem úteis ao socialismo gerando receitas para o Estado. “O que o marxismo, leninismo e stalinismo falharam em realizar”, disse a Wagener, “estaremos em condições de atingir.”

Leitores esquerdistas talvez estejam, bem agora, coléricos de fúria. Sempre que toco nesse assunto, isto evoca uma reação quase em cadeia de pessoas que se julgam progressistas e veem o anti-fascismo como parte da sua ideologia. Bem, colegas, talvez saibam agora como nós, conservadores, nos sentimos quando vocês promiscuamente associam o Nazismo com “a Direita”.

Para ser absolutamente claro, eu não creio que os esquerdistas contemporâneos tenham inclinações nazistas subconscientes, ou que a repugnância a Hitler que demonstram seja, de alguma forma, fingimento. Este não é o meu argumento. O que estou tentando fazer, ao segurar-lhes o espelho, é sustentar que é igualmente falsa a idéia de que há um continuum ideológico entre livre-mercadistas e fascistas.

A idéia de que o Nazismo é uma forma mais extrema de conservadorismo tem sido insinuada no meio da cultura popular. Você escuta isto não apenas quando estudantes incoerentes gritam “fascistas” aos Tories4, mas também quando os “especialistas” rotulam os partidos anti-capitalistas revolucionários, tais como o Partido Nacional Britânico e a Aurora Dourada (grego), como sendo de “extrema-direita”.

E em que se baseia esta conexão? Passa dos limites do senso pueril no qual Esquerda significa compaixão e Direita significa sordidez e fascistas são sórdidos. Colocando as coisas assim, a noção soa idiota, mas pense nos grupos ao redor do mundo aos quais a BBC, por exemplo, chama de “extrema-direita”: o Talibã, que quer a propriedade comunitária dos bens; os revolucionários iranianos, que aboliram a monarquia, tomaram indústrias e destruíram a classe-média; Vladimir Zhirinovsky, que tem saudades do stalinismo. O característico “nazistas eram de extrema-direita” é um sintoma da noção mais ampla de que a “Direita” é um sinônimo de “vilania”.

Um dos meus eleitores, certa vez, queixou-se à Beeb5 a respeito de uma reportagem sobre a repressão a povos indígenas no México, na qual o governo [mexicano] fora rotulado [pela BBC] como de Direita. O partido governista, ele assinalava, era um membro da Internacional Socialista e, novamente, o mote vinha revelado no seu nome: Partido Revolucionário Institucional. A réplica da BBC foi simplesmente hilária. Sim, entendia que o partido era socialista, “mas o que o nosso correspondente estava tentando evidenciar é que era [um partido] autoritário”.

Na verdade, o autoritarismo era a característica comum dos socialistas de ambas as variedades, nacional ou leninista, que sem pestanejar colocavam um ao outro em campos de prisioneiros ou, antes, em pelotões de fuzilamento. Cada facção odiava a outra como se fosse herética, mas ambas desprezavam os individualistas livre-mercadistas como se não tivessem salvação. A batalha que travaram entre si foi a mais feroz em tudo, como assinalado por Hayek em 1944, pois era uma batalha entre irmãos.

O autoritarismo — ou, para dar-lhe um nome um pouco menos carregado, a crença de que a compulsão do Estado é justificada quando busca um objetivo mais elevado, tal como progresso científico ou maior igualdade — foi tradicionalmente uma característica dos social-democratas bem como dos revolucionários.

O cronista Jonah Goldberg escreveu extensamente sobre o fenômeno em sua obra-prima, Liberal Fascism6. Muitas pessoas sentem-se ofendidas com o seu título, evidentemente sem ter lido o livro uma vez que, logo nas primeiras páginas, Jonah revela não ser sua a expressão. Ele cita o irrepreensível progressista H.G. Wells que, em 1932, disse aos jovens liberais para tornarem-se “fascistas liberais” e “nazistas iluminados”.

Naquele tempo, os mais proeminentes intelectuais de esquerda, incluindo Wells, Jack London, Havelock Ellis e os Webbs, tendiam a ser favoráveis a eugenia, convencidos de que apenas obstáculos religiosos seguravam o desenvolvimento de espécies mais saudáveis. A maneira sem remorso com a qual estabeleciam as consequências, tal como nas palavras de Hitler, tem sido amplamente eliminadas do debate. Eis aqui, por exemplo, as palavras de George Bernard Shaw em 1933:

O extermínio deve ser colocado sobre uma base científica, se for para ser realizado humanamente e apologeticamente bem como com o devido cuidado… Se desejamos um certo tipo de civilização e cultura, devemos exterminar o tipo de gente que não se encaixa nela.

Eugenia, obviamente, é algo fartamente eivado de racismo. O próprio Engels escreveu algo sobre o que chamou de “lixo racial” — os grupos que seriam necessariamente suplantados quando o socialismo científico passasse a tomar forma. Tempere isto com uma pitada de anti-capitalismo e você obtém, frequentemente, antissemitismo de Esquerda — outra coisa que puxamos da memória, mas que uma vez mais deixamos de dizer. “Como pode você, enquanto socialista, não ser antissemita?” — perguntou Hitler, em 1920, aos membros do seu partido.

São, nos dias de hoje, as críticas esquerdistas a Israel ocultamente antissemitas? Não, não na vasta maioria dos casos. Estão os socialistas modernos ansiosos por dentro para colocarem os céticos do aquecimento global em campos de prisioneiros? Nem. Querem os keynesianos o aparato todo do corporativismo, expresso por Mussolini como “tudo no Estado, nada fora do Estado”? Mais uma vez, não. Há idiotas que depreciam qualquer causa, é claro, mas a maioria das pessoas na Esquerda são sinceras nos seus compromissos assumidos com os direitos humanos, a dignidade da pessoa humana e o pluralismo.

Minha animosidade com muitos (não todos) esquerdistas é algo mais simples. Ao se recusarem a retribuir a gentileza, ao assumirem uma superioridade moral, tornam o diálogo político praticamente impossível. Usar a alcunha “Direita” querendo que isso signifique “algo desagradável” é um pequeno mas importante exemplo.

Na próxima vez que ouvir esquerdistas usarem a palavra fascista como um insulto genérico, explique educadamente a diferença entre o que ele gostaria que o NSDAP7 tivesse sido e o que ele realmente foi.

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O Partido Nazista Holandês era igualmente explícito: “Com a Alemanha, Contra o Capitalismo”

 

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Uma outra imagem nazista holandesa: “Nosso Socialismo, Seu Futuro”

 

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O trabalhador Nacional-Socialista alemão se levanta contra o capitalismo

Notas

  1. Força de Defesa (ou, se preferir, Forças Armadas) do Reich
  2. Povo (no sentido “étnico”)
  3. A Literatura Esquecida do Socialismo
  4. Conservadores
  5. BBC, British Broadcasting Corporation
  6. Fascismo de Esquerda
  7. Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães)

Original em inglês disponível no endereço: http://blogs.telegraph.co.uk/news/danielhannan/100260720/whenever-you-mention-fascisms-socialist-roots-left-wingers-become-incandescent-why/ [link quebrado]

P.S. O original ainda pode ser encontrado na web no endereço: http://blackrepublican.blogspot.com.br/2015/05/leftists-become-incandescent-when.html

A supremacia da Esquerda é tal que quase ninguém fala sobre as origens socialistas do fascismo

Daniel Hannan

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O constrangimento está no nome. Lê-se no panfleto: “Nacional-Socialismo: a vontade organizada da Nação”.

“Sou um socialista”, disse Hitler a Otto Strasser em 1930, “mas um tipo de socialista bem diferente do seu amigo rico, o Conde Reventlow”.

Ninguém naquele tempo comentaria que a afirmação acima é controversa. Os nazistas dificilmente seriam mais claros sobre o seu socialismo do que se descreverem com a mesma terminologia que usamos no nosso SWP1: Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.

Quase todo mundo aceitava, naquele tempo, que o fascismo tinha emergido da Esquerda revolucionária. Os seus militantes marchavam nas Festas de Maio sob bandeiras vermelhas. Os seus líderes sinalizavam na direção de coletivismo, controle estatal da indústria, altas tarifas, conselhos de trabalhadores. Na Europa toda, fascistas estavam convencidos de que, como dito por Hitler a um entusiasmado Mussolini, em 1934, “o capitalismo havia chegado ao fim da linha”.

Um dos feitos mais extraordinários da Esquerda contemporânea é a criação de um ambiente cultural onde mencionar esses fatos é, simplesmente, algo chocante. A História foi reinterpretada, e toma-se como axiomático que fascismo deve ser considerado de Direita, sendo a lógica aparente de que a Esquerda significa compaixão e a Direita significa sordidez e fascistas são sórdidos. Você espera esse tipo de análise da galera do Twitter; não deve esperá-lo dos comentaristas do mainstream.

Quando foi a última vez que você ouviu uma referência ao BNP2 na BBC sem o epíteto ‘extrema-direita’? A terminologia é deliberadamente tendenciosa. Não faz com que pensem um pouco menos do BNP; mas faz com que pensem menos do mainstream da Direita, porque implica que o manifesto do BNP é de alguma forma um tipo de conservadorismo mais intenso.

Manter essa crença, contudo, depende de você fechar os seus olhos para o grosso do que o BNP representa.

Como o New Statesman o coloca:

Numa breve passada de olhos pelos escritos do manifesto do BNP revelam-se propostas que apontam para o seguinte: grandes aumentos nas pensões estatais; mais dinheiro para o NHS3; aprimoramento da proteção ao trabalhador; estatização de indústrias chaves. Sob Griffin, a extrema-direita dos dias modernos tem se posicionado a esquerda do Partido Trabalhista4.

Realmente. O etno-nacionalismo do partido é simplesmente mais uma forma de protecionismo. Assim como não é favorável a livre circulação de mercadorias, não é favorável a livre circulação de pessoas. Não é de se admirar que recentemente o BNP tenha se propagandeado como ‘O Partido Trabalhista no qual os seus pais votavam’.

Eu estou querendo dizer que o BNP é simplesmente um outro tipo de Partido Trabalhista? Não. Isso seria repetir o erro do sujeito do Twitter, só que ao contrário. Há obviamente diferenças imensas entre o que Nick Griffin representa e o que Ed Miliband representa. Sim, o BNP tem algumas políticas em comum com o Partido Trabalhista, assim como tem algumas políticas em comum com o Partido Verde, com os Liberais-Democratas e com os Conservadores. Coincidência de políticas não estabelece consanguinidade de doutrina.

Eu apenas espero que os Esquerdistas que leram até aqui saibam como os conservadores se sentem quando descrevem o fascismo como se fosse simplesmente um ponto no extremo do espectro político que se moveu a partir do conservadorismo. Sempre que alguém aponta as origens socialistas do fascismo, ouve-se uma gritaria de indignação. Curiosamente, os que gritam mais alto são frequentemente os primeiros a afirmar a existência de alguma ligação ideológica entre o fascismo e o conservadorismo. Talvez ambas as partes devessem se dar uma trégua.

Notas de rodapé

  1. Sigla de Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores).
  2. Sigla de British National Party (Partido Nacional Britânico).
  3. Sigla de National Health Service (Serviço Nacional de Saúde).
  4. Labour Party (Partido Trabalhista).

Original em inglês disponível no endereço:
http://blogs.telegraph.co.uk/news/danielhannan/100203076/so-total-is-the-lefts-cultural-ascendancy-that-we-dare-not-mention-the-socialist-roots-of-fascism/ [link quebrado]

P.S. O original ainda pode ser encontrado na web no endereço: https://www.mises.ca/so-total-is-the-lefts-cultural-ascendancy-that-no-one-likes-to-mention-the-socialist-roots-of-fascism/

The Pageant of World History vs. Wikipédia: O caso de Mussolini

Bryan Caplan

Quando eu estava na sexta série uma cópia de 1967 do livro The Pageant of World History de Gerald Leinwand chegou às minhas mãos. Ainda que tenha aprendido muito com ele, o livro contém omissões estarrecedoras. Eis aqui o que Leinwand diz sobre os primeiros anos de Mussolini:

Mussolini, a uma certa altura, fora socialista e, sendo um jornalista, escreveu artigos favoráveis a derrubada do capitalismo.

Tudo verdadeiro, mas bastante enganador! Leinwand dá a entender que Mussolini era um simplório jornalista e um reles membro do partido socialista. Fiquei sem conhecer a verdadeira estória por décadas até que descobri as obras de A. James Gregor, especialmente o seu livro Young Mussolini and the Intellectual Origins of Fascism. Felizmente, para os alunos da sexta-série dos dias hoje, a Wikipédia traz os fatos omitidos por Leinwand. Mussolini não era um socialista qualquer; ele era o Lenin da Itália — o líder da facção revolucionária radical. E Mussolini não era um mero “jornalista”; ele era o editor do Avanti!, o jornal oficial do Partido Socialista. Por volta de 1910, ele…

…era considerado um dos mais proeminentes socialistas da Itália. Em setembro de 1911, Mussolini participou de um motim, liderado pelos socialistas, contra a guerra italiana na Líbia. Ele denunciava, com amargor, a “guerra imperialista” da Itália para capturar a cidade de Trípoli, capital da Líbia, uma ação que lhe custou cinco meses de prisão. Após sua soltura, ajudou a expulsar das fileiras do partido socialista dois “revisionistas” que tinham apoiado a guerra, Ivanoe Bonomi e Leonida Bissolati. Como resultado, foi premiado com a editoria do jornal Avanti! do partido socialista. Sob o seu comando, a circulação do jornal logo passou de 20.000 para 100.000 exemplares.

O artigo da Wikipédia (anglófona) sobre o Italian Socialist Party (Partido Socialista Italiano) tem mais detalhes sobre o expurgo dos “revisionistas” promovido por Mussolini:

No princípio do século 20, contudo, o PSI optou por não se opor vigorosamente ao governo liderado pelo cinco-vezes Primeiro Ministro Giovanni Giolitti. Esta conciliação com o governo existente e o seu ganho eleitoral contribuíram para tornar o PSI um partido político italiano do mainstream, na década de 1910.

A despeito das melhorias nos resultados eleitorais do partido, o PSI permaneceu, mesmo assim, um partido dividido em duas correntes principais: os Reformistas e os Maximalistas. Os Reformistas, liderados por Filippo Turati, eram mais fortes principalmente nos sindicatos e nos círculos parlamentares. Os Maximalistas, liderados por Costantino Lazzari, eram afiliados ao Bureau de Londres, uma associação internacional de partidos socialistas.

Em 1912, os Maximalistas liderados por Benito Mussolini prevaleceram na convenção do partido, o que levou a cisão do partido e a formação do Partido Socialista Reformador Italiano.

Para os socialistas, é claro, a apostasia de Mussolini não prova nada, exceto a sua suprema vilania. Para todos os outros, contudo, a história das origens de Mussolini coloca toda a sua carreira ulterior sob uma nova luz. Quem vê as coisas de fora observa facilmente o que os de dentro negam: a fruta apóstata raramente cai longe da árvore ortodoxa.

Sim, Mussolini percebeu que o socialismo e o nacionalismo combinados tinham mais apelo às massas do que o socialismo isoladamente. Sim, Mussolini percebeu que o socialismo seria mais forte se o aliasse com a Igreja ao invés de destruí-la. Sim, Mussolini percebeu que a completa e massiva expropriação da propriedade privada destruiria a economia. E sim, Mussolini percebeu que a palavra “socialismo” alienaria milhões de italianos que, de outra forma, se mostrariam receptivos à sua mensagem. Mas isto não faz de Mussolini um socialista radical que traiu tudo aquilo em que acreditava, mas sim um socialista radical que se livrou de alguns dogmas socialistas periféricos que o separavam do poder absoluto. Se tivesse mantido a etiqueta socialista e evitado a aliança com Hitler, talvez Mussolini fosse hoje um ícone da esquerda tão grande como Che Guevara.


Original em inglês disponível no endereço: http://econlog.econlib.org/archives/2012/06/the_whitewash_o.html


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